Filmes são bons instrumentos para exemplificar conceitos. E quando pensamos nos fundamentos da melhoria contínua, um filme que nos vem à cabeça é: “The Founder”, lançado no Brasil com o título “A fome de poder”.
Filme: A Fome de poder – Uma análise sob o ponto de vista da melhoria contínua
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Filme: A Fome de poder – Uma análise sob o ponto de vista da melhoria contínua
Filme: A Fome de poder – Uma análise sob o ponto de vista da melhoria contínua
Filmes são bons instrumentos para exemplificar conceitos. E quando pensamos nos fundamentos da melhoria contínua, um filme que nos vem à cabeça é: “The Founder”, lançado no Brasil com o título “A fome de poder”.
Disponível no Netflix, o filme conta a história de ascensão do MC Donalds, incluindo como o sistema de fastfood foi criado pelos irmãos MC Donalds e expandido por Ray Kroc.
Mas o que Melhoria Contínua tem a ver com essa história? Muita coisa!!!
Se você ainda não assistiu, fazemos agora um alerta de spoiler!
Uma visão sobre desperdícios:
Na filosofia Lean, definimos desperdício como:
“Toda atividade que consome recursos e não gera valor para o cliente”
E foi exatamente esse o primeiro foco dos irmãos para a criação da metodologia speed system usada no MC Donalds. Algumas ações foram:
Redução do número de itens no cardápio: O foco das vendas passou a ser nos 3 produtos de maior consumo (hambúrguer, refrigerante e batata frita). Com isso eles eliminaram o desperdício de necessidade de inventário e super produção de itens que não seriam vendidos.
Tomada e entrega de pedidos direto no balcão: Eliminando desperdícios relacionados à movimentação das garçonetes (para tomada dos pedidos), transporte dos itens pedidos até os clientes, defeitos (já que os pedidos seriam realizados direto no ponto de produção) e habilidades(visto que as garçonetes poderiam ser deslocadas para o processo produtivo e realizar atividades que agregam valor).
Retirada de máquinas de cigarro: Eliminando o processamento excessivo, visto que a venda de cigarros atraia um público diferente do desejado e acabava sendo necessário ações para controlar esse público.
Redução do tempo de entrega do pedido: Este foi o maior ganho! Pois a nova metodologia (speed system) conseguia reduzir o tempo de espera do cliente de, em média, 30 minutos para 30 segundos!
Veja que os irmãos conseguiram atuar nos 8 desperdícios Lean (destacados em negrito) e foi tão efetivo que a base da metodologia perdura até hoje.
Uso de teste piloto e simulações:
O mais impressionante é que além do olhar para os desperdícios, eles também utilizaram outras ferramentas de melhoria contínua para a implementação do novo processo.
Entre elas, destacamos a utilização da quadra de tênis para simular e testar o método antes da construção da lanchonete. Esta prática proporcionou não só o teste e a capacitação das pessoas, mas também permitiu que mudanças no projeto fossem realizadas de forma prática, fácil e sem custos adicionais.
Visão do cliente e gestão de mudanças:
Mesmo com todos esses pontos, o primeiro lançamento foi um fracasso total! Por quê? A maior falha dos irmãos foi esquecer do ponto de vista do CLIENTE! Antes o cliente fazia o pedido do “conforto” do seu carro e agora ele teria que ir até o balcão. Achar que o cliente aceitaria facilmente a mudança foi decisivo para o fracasso.
Em mudanças tão disruptivas, como este caso, além de incluir a visão do cliente no processo, é preciso trabalhar na gestão de mudanças para garantir a percepção dos benefícios e a aceitação da mudança, afinal é ele quem vai comprar o produto!
Capacidade de solucionar problemas:
O filme também conta com inúmeras situações onde a forma de abordar o problema e sua solução foi determinante para o sucesso da rede de fastfood. Vamos falar aqui de uma delas que antecedeu a criação do sistema speed system que já abordamos aqui.
Local da primeira lanchonete
Logo no início da trajetória dos irmãos MC Donalds, eles enfrentaram a necessidade de mudança da lanchonete de Arcadia, uma cidade com poucos habitantes e por isso sem muitos clientes, para San Bernardino, cidade vizinha que traria maiores oportunidades de crescimento. Mas, para fazer isso eles enfrentaram dois problemas: o primeiro deles era que não tinham dinheiro para comprar outra barraca, para essa questão os irmãos resolveram que a melhor escolha era transportar toda a instalação, porém tiveram que enfrentar o segundo problema: uma ponte impedia o transporte. Em um cenário onde as pessoas se rendem aos problemas, normalmente o comportamento é o conformismo, o que dificulta bastante uma abordagem voltada para soluções. O diferencial dos irmãos está em ver o problema com outros olhos, o que permite sua análise e, por consequência, soluções que agem sobre a causa.
Neste caso, a causa estava na altura da lanchonete que era maior do que a abertura abaixo da ponte e como não existia um caminho alternativo, eles deveriam atuar neste ponto. A partir dessa visão, foi possível estabelecer a solução assertiva de remover o teto da lanchonete e transportá-la em duas partes com eficiência.
A importância do Gemba e a valorização das pessoas:
Durante o processo de estabelecimento da rede de franquias, Ray Kroc aprendeu uma lição importante para que as lanchonetes tivessem sucesso. Pessoas comprometidas fazem a diferença e nada se compara a presença do líder no local onde as coisas acontecem.
As primeiras lanchonetes da rede foram entregues a investidores que tinham um único objetivo: o lucro. Embora este objetivo não seja errado, afinal, toda empresa comercial tem essa finalidade, a questão aqui está no comportamento e comprometimento dos sócios em “se entregarem” e confiarem no processo, respeitando, inclusive, a qualidade dos produtos.
Como os primeiros franqueados não vivenciavam a realidade da operação e tão pouco conheciam a fundo a metodologia do speed system, acreditavam que colocar mais itens à venda e mudar alguns produtos poderiam incrementar as suas vendas. Mas o que acontecia era uma mudança completa no público e, por consequência, a redução da qualidade e o enfraquecimento da marca.
Quando Ray Kroc percebeu que os melhores franqueados eram aqueles que iriam se dedicar 100% ao processo, a rede começou a crescer, se estabelecer como marca de qualidade e ele finalmente começou a ser procurado por interessados ao invés de procurá-los.
Neste ponto, destacamos um conceito importante que foi realizado a todo tempo pelo Ray Kroc e que foi determinante para o seu sucesso. O Gemba, palavra em japonês que significa local onde as coisas acontecem. Em toda a fase de expansão vimos Ray Kroc visitar as franquias para ver com seus próprios olhos o que estava acontecendo e porque. Isso permitiu a observação dos problemas e o estabelecimento de uma estratégia mais assertiva.
Outro benefício que a caminhada Gemba trouxe para Ray Kroc foi a identificação de um talento importante. O Fred Turner, que iniciou fritando hambúrgueres na lanchonete de Des Plaines e tornou-se sócio de Kroc pouco tempo depois.
Apresentamos aqui algumas aplicações das ferramentas de melhoria contínua durante o filme que conta com muitos outros exemplos. Que tal assistir e comentar aqui outras aplicações que você conseguiu enxergar?
O Sistema de Gestão Integrado (SGI) tornou-se essencial para organizações que precisam atender, de forma eficiente e estratégica, a diferentes normas ISO e requisitos legais. O desafio surge quando essas normas são implementadas separadamente, gerando documentos duplicados, processos desconectados e um sistema burocrático, difícil de manter — especialmente em auditorias. Nesse cenário, o Anexo SL aparece como a base que possibilita a verdadeira integração, ao padronizar a estrutura das normas com linguagem alinhada, capítulos iguais e requisitos compatíveis. Isso permite unir qualidade, meio ambiente, saúde e segurança e outros temas em um único modelo de gestão coerente. Ao longo do conteúdo, você entenderá como essa estrutura fortalece o SGI, reduz retrabalho, aumenta a maturidade do sistema e transforma a integração em uma decisão estratégica, e não apenas operacional.
Um Sistema de Gestão Integrado (SGI) busca alinhar processos, pessoas e requisitos de normas como ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001 para garantir conformidade, desempenho e melhoria contínua. Nesse cenário, as auditorias deixam de ser apenas uma obrigação e passam a atuar como ferramenta estratégica. A auditoria interna e a externa têm funções diferentes, mas muitas vezes são confundidas, o que gera falhas no planejamento, foco excessivo em documentos e perda de oportunidades de melhoria. Quando bem aplicadas, avaliam a eficácia dos processos, o tratamento dos riscos e fortalecem decisões baseadas em evidências, aumentando a maturidade da gestão. Neste conteúdo, você entenderá as diferenças entre elas, seus objetivos, quando utilizar cada uma e por que são complementares para preparar a organização e gerar valor real ao SGI.
Em auditorias de Sistema de Gestão Integrado (SGI), uma das maiores dúvidas das organizações é quais documentos realmente são avaliados. Mais do que manter arquivos organizados, o objetivo é demonstrar que o sistema funciona na prática, de forma integrada e alinhada às normas ISO. O SGI reúne diferentes sistemas de gestão — normalmente qualidade, meio ambiente e saúde e segurança — em uma estrutura única, tornando a gestão mais eficiente e sistêmica. Durante a auditoria, a informação documentada sustenta a credibilidade do sistema, pois políticas, procedimentos, registros e relatórios mostram se os requisitos foram implementados e mantidos. Esses elementos precisam estar atualizados, controlados e coerentes com a realidade. Documentos definem o que fazer, registros comprovam o que foi feito e as evidências objetivas demonstram a conformidade. Neste artigo, você verá quais documentos são auditados e como se preparar estrategicamente para evitar não conformidades.
Se você trabalha com gestão, qualidade ou auditorias, já deve ter se perguntado se sua empresa precisa da ISO 9001 ou de um Sistema de Gestão Integrado (SGI). Essa dúvida é comum porque os conceitos costumam ser tratados como sinônimos, mas não são. A ISO 9001 é uma norma internacional focada exclusivamente na gestão da qualidade, com padronização de processos, melhoria contínua e satisfação do cliente. Já o SGI é um modelo mais amplo, que integra diferentes normas — geralmente qualidade, meio ambiente e saúde e segurança — em uma única estrutura alinhada à estratégia do negócio. A confusão acontece quando se acredita que o SGI é apenas ter várias certificações ou que a ISO 9001 resolve toda a gestão. Neste conteúdo, você entenderá as diferenças, quando cada modelo é mais indicado e como tomar uma decisão estratégica conforme a realidade e os objetivos da empresa.
Que interessante essa matéria que acabei de ler, até compartilhei no meu Facebook.