O objetivo principal de uma auditoria interna é a verificação da conformidade do SGI em relação aos requisitos da própria organização, requisitos da norma e se o SGI está implementado e mantido, de forma eficiente.
Conheça as Etapas da Auditoria Interna de SGI
O objetivo principal de uma auditoria interna é a verificação da conformidade do SGI em relação aos requisitos da própria organização, requisitos da norma e se o SGI está implementado e mantido, de forma eficiente.
A auditoria interna, também conhecida como auditoria de 1° parte, pode ser conduzida pela própria organização ou por uma empresa externa em seu nome.
Abaixo uma representação do passo a passo da Auditoria Interna de SGI baseado no ciclo do PDCA.
O Ciclo PDCA, também conhecido como ciclo de Deming, é uma ferramenta de gestão que tem como funcionalidade a melhoria de processos, elaboração de projetos, estruturação de sistemas de gestão, solução de problemas e muito outros.
Conhecendo o passo a passo da Auditoria Interna a partir das 4 etapas:
Etapa de Planejamento
Se você está responsável por desenvolver a prática de Auditoria Interna da sua organização, é importante conhecer as principais atividades relacionadas ao planejamento. Para o sucesso da Auditoria é preciso observar alguns pontos:
1°) Definição clara do escopo e critérios da auditoria: Elabore um Plano de Auditoria contendo a cronologia e a identificação dos processos, setores e/ou produtos ou serviços que serão auditados;
2°) Plano de Comunicação: Para a divulgação do processo de auditoria a todos da organização;
3°) Seleção e capacitação dos auditores: É essencial identificar os potenciais candidatos em relação ao perfil necessário para ser um auditor. E, em seguida, programe a capacitação destes como auditores internos para garantir que eles cumpram o seu papel e conheçamo processo de auditoria.
Etapa de Preparação
Se você é responsável por desenvolver a prática de auditoria ou faz parte da equipe auditora deve participar desta fase de preparação. É imprescindível você reservar um tempo antes da auditoria para a sua preparação para a fase seguinte do processo da auditoria. Conheça as atividades que precisam ser desenvolvidas nesta etapa:
1° ) Elaborar a lista de verificação final da auditoria, que é a base para a condução da Auditoria;
2° ) Identificar as documentações, políticas e/ou procedimentos relacionados no processo de auditoria e as exigências para a visita ao local, assim como os demais recursos necessários para o processo de auditoria (exemplos: uso de EPIs, veículo para deslocamento, prancheta, lista de verificação impressa, etc);
3°) Se preparar para a realização da Auditoria, estudando previamente os itens 1 e 2 acima elencados e de acordo com o plano de auditoria definido.
Etapa de Execução
Esta é a etapa da Auditoria propriamente dita. É hora de agir e seguir com todo o planejamento, preparação e organização realizados nas fases anteriores. As principais atividades desta fase de execução são:
1°) Reunião de Abertura: Momento em que são apresentados os membros da equipe auditora, esclarecimentos para a condução da auditoria, confirmação do Plano de Auditoria e ajustes necessários;
2°) Avaliação In loco: Através da coleta de informações e entrevista com as pessoas para a verificação e classificação das constatações (conformidade, não conformidade e oportunidade para melhoria);
3°) Reunião de Encerramento: Momento de agradecer a cooperação de todos os participantes pela condução da auditoria, apresentação sucinta das constatações da auditoria e deixar espaço para perguntas e esclarecimentos adicionais;
4°) Relatório Final da Auditoria: Etapa referente a finalização e entrega do relatório final da Auditoria. Cabe aqui acordar o envio dos planos de ação pela equipe auditada.
Etapa de Análise Crítica e Melhoria Contínua
Esta é a etapa final e de suma importância, pois é nela que analisamos criticamente o processo de auditoria para nos ajudar a avaliar os resultados obtidos e implementar as ações e a busca da melhoria contínua da organização. Desta forma, elencamos as seguintes etapas:
1°) Avaliar o Programa de Auditoria, os auditores e o processo da auditoria;
2°)Avaliar os planos de ação elaborados e dar suporte para o tratamento das não conformidades e oportunidades de melhoria identificadas;
3°) Elaborar um relatório de Análise Crítica da Auditoria e apresentar para a Alta Direção.
Portanto, lembre-se de garantir que todas as atividades listadas em cada etapa da auditoria interna para o sucesso da Auditoria em si, alcançando os objetivos pretendidos. Adotar uma abordagem sistêmica e disciplinada, para avaliar e melhorar a eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, adiciona valor e melhora as operações e resultados de uma organização.
O Sistema de Gestão Integrado (SGI) tornou-se essencial para organizações que precisam atender, de forma eficiente e estratégica, a diferentes normas ISO e requisitos legais. O desafio surge quando essas normas são implementadas separadamente, gerando documentos duplicados, processos desconectados e um sistema burocrático, difícil de manter — especialmente em auditorias. Nesse cenário, o Anexo SL aparece como a base que possibilita a verdadeira integração, ao padronizar a estrutura das normas com linguagem alinhada, capítulos iguais e requisitos compatíveis. Isso permite unir qualidade, meio ambiente, saúde e segurança e outros temas em um único modelo de gestão coerente. Ao longo do conteúdo, você entenderá como essa estrutura fortalece o SGI, reduz retrabalho, aumenta a maturidade do sistema e transforma a integração em uma decisão estratégica, e não apenas operacional.
Um Sistema de Gestão Integrado (SGI) busca alinhar processos, pessoas e requisitos de normas como ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001 para garantir conformidade, desempenho e melhoria contínua. Nesse cenário, as auditorias deixam de ser apenas uma obrigação e passam a atuar como ferramenta estratégica. A auditoria interna e a externa têm funções diferentes, mas muitas vezes são confundidas, o que gera falhas no planejamento, foco excessivo em documentos e perda de oportunidades de melhoria. Quando bem aplicadas, avaliam a eficácia dos processos, o tratamento dos riscos e fortalecem decisões baseadas em evidências, aumentando a maturidade da gestão. Neste conteúdo, você entenderá as diferenças entre elas, seus objetivos, quando utilizar cada uma e por que são complementares para preparar a organização e gerar valor real ao SGI.
Em auditorias de Sistema de Gestão Integrado (SGI), uma das maiores dúvidas das organizações é quais documentos realmente são avaliados. Mais do que manter arquivos organizados, o objetivo é demonstrar que o sistema funciona na prática, de forma integrada e alinhada às normas ISO. O SGI reúne diferentes sistemas de gestão — normalmente qualidade, meio ambiente e saúde e segurança — em uma estrutura única, tornando a gestão mais eficiente e sistêmica. Durante a auditoria, a informação documentada sustenta a credibilidade do sistema, pois políticas, procedimentos, registros e relatórios mostram se os requisitos foram implementados e mantidos. Esses elementos precisam estar atualizados, controlados e coerentes com a realidade. Documentos definem o que fazer, registros comprovam o que foi feito e as evidências objetivas demonstram a conformidade. Neste artigo, você verá quais documentos são auditados e como se preparar estrategicamente para evitar não conformidades.
Se você trabalha com gestão, qualidade ou auditorias, já deve ter se perguntado se sua empresa precisa da ISO 9001 ou de um Sistema de Gestão Integrado (SGI). Essa dúvida é comum porque os conceitos costumam ser tratados como sinônimos, mas não são. A ISO 9001 é uma norma internacional focada exclusivamente na gestão da qualidade, com padronização de processos, melhoria contínua e satisfação do cliente. Já o SGI é um modelo mais amplo, que integra diferentes normas — geralmente qualidade, meio ambiente e saúde e segurança — em uma única estrutura alinhada à estratégia do negócio. A confusão acontece quando se acredita que o SGI é apenas ter várias certificações ou que a ISO 9001 resolve toda a gestão. Neste conteúdo, você entenderá as diferenças, quando cada modelo é mais indicado e como tomar uma decisão estratégica conforme a realidade e os objetivos da empresa.